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Crónica A Voz à Juventude (11) Direito a Braga

Jornal Correio do Minho




"Correio do Minho" 12/06/2012






O DIREITO A BRAGA!
Hoje cumpre-se uma meta. Ao longo de dez meses, após convite do Sr. Diretor deste Jornal, a JovemCoop passou a ser presença mensal neste espaço de crónicas.

Aqui abordámos as esperanças que tínhamos para a Capital Europeia da Juventude e a construção da cidadania jovem, o aproveitamento do património no turismo, o planeamento urbanístico e o programa “A Regenerar Braga”, o apoio social, a Braga Romana, a Fábrica Confiança e, claro, as Sete Fontes.

Tentámos nunca repetir temas, ainda que soubéssemos que todos eles se complementam, sobretudo numa cidade que carece de maior participação dos cidadãos neste projeto chamado “Cidade” e cuja cidade merece ouvir a opinião dos cidadãos.

Quisemos, neste “nosso” espaço de ideias, partilhar com o leitor o que brota dos nossos pensamentos e o que gostaríamos de ver implementado em Braga, para melhor usufruirmos da cidade.

Hoje, graças a este espaço no Correio do Minho, e fruto da nossa maior atividade no âmbito da BragaCEJ2012, vamos sendo contactados com mensagens de apoio pelo trabalho desenvolvido, com solicitações de ajuda sobre a defesa do património e pedidos de colaboração em atividade e visitas a sítios de interesse da nossa cidade.

Em ano de Capital da Juventude, o balanço prévio das nossas atividades é muito positivo. Mesmo desconhecendo quais as expectativas criadas nos cidadãos para esta CEJ, nós já conquistamos o “nosso” espaço e alcançamos alguns dos objetivos que traçámos para este ano. Incrementámos o número e a qualidade das atividades, conseguimos despertar consciências para temas como o património (tantas vezes agora na agenda do dia) e aumentámos o número de membros da JovemCoop.

Por outro lado, fica por conseguir conquistar espaço de diálogo com os agentes decisores da nossa cidade. Os contributos que partilhamos, muitas vezes são entendidos como “forças de bloqueio” ou “fortes tomadas de posição ao serviço de causas obscuras”. Aquilo que posso garantir é que a JovemCoop tem, entre várias preocupações, uma que se eleva sobre todas as outras – o direito à cidade e à sua construção pelos cidadãos.

Queremos uma Braga opinativa e esclarecida, contribuinte e obstinada, dinâmica e reivindicativa, porque é da discussão que surge a luz e é nos momentos de crise que se criam as grandes oportunidades.

Braga é uma cidade de imensas oportunidades, das quais o património pode ser uma estratégia de distinção e competição. As Sete Fontes poderão ser um dos melhores cartões de visita para o turismo, mas também como marca de qualidade de vida.
Preocupa-nos que haja quem pense que falar ou dar ideias é um ato leviano ou injurioso. No caso do Largo Carlos Amarante essa falta de cultura democrática, com assentamento numa cultura repressiva e de silêncio, fere aquilo que defendemos – o direito ao conhecimento e à expressão pública. Há dias, numa tertúlia em que participámos, dizia-se que os Bracarenses conhecem mal a sua história! Ora, se não nos deixam aceder à informação, como é suposto conhecermos? E as manifestações públicas têm esta vantagem, onde se achava apenas haver um aqueduto, foi possível saber que haviam encontrado os alicerces do Convento dos Remédios (atividade de Sábado dia 16 em www.jovemcoop.com) e sepulturas. Missão cumprida, Braga esclarecida.

Agradecemos, pois, a oportunidade que nos foi dada, nestas páginas, para partilharmos as nossas ideias, agradecendo, uma vez mais, ao Dr. Paulo Monteiro e a toda a equipa do Correio do Minho e Antena-Minho os espaços privilegiados de opinião. A si, leitor, desejamos-lhes boas férias e esperamos encontra-lo nas atividades JovemCoop.
















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